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Artesã aumenta produtividade em quatro vezes com capacitação

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Família de MT fatura cerca de R$ 3 mil com artesanato. Curso ajudou a melhorar gestão do negócio e qualidade do trabalho.

galinhas de barro



No Mato Grosso, artesãos investem na produção de peças de barro para decoração e utensílios domésticos. Com o apoio de um programa, eles melhoraram a gestão do negócio e a qualidade do trabalho. Um dos pontos de venda dos produtos é a Casa do Artesão, em Cuiabá. O local comercializa mais de 10 mil peças de artesanato por mês.

A viola de cocho é o maior símbolo da cultura mato-grossense. O instrumento foi tombando como patrimônio histórico nacional. Ele recebe este nome por ser entalhado num só tronco de madeira.

A viola rudimentar animava festas religiosas e populares do estado nas mãos dos cururueiros. Um som que ecoa através do tempo. A Casa do Artesão funciona num prédio construído há quase 100 anos, em Cuiabá. Uma mistura de museu e loja de souvenirs. No local é possível encontrar outros ícones do artesanato do Mato Grosso, como as redes e peças de barro.

“Esse artesão ele consegue expressar na peça essas manifestações culturais”, diz Keli Neves, da Casa do Artesão. Quatro mil pessoas visitam o espaço por mês. Eles vêm conhecer um pouco mais da história do Mato Grosso ou levar uma lembrança do estado. Dá quase para se perder nos corredores repletos de cultura mato-grossense. No prédio histórico fica exposto o trabalho de 174 artesãos.

Para serem comercializadas no local, as peças precisam ter apelo regional, ser feitas por moradores do estado com matéria prima local, a exemplo do barro de São Gonçalo Beira Rio. Uma das peças é a galinha d’angola feita com o barro colorido. A artesã Cleide Rodrigues faz peças desde os 10 anos de idade. A técnica, passada de mãe para filha, evoluiu. E deu origem a um negócio lucrativo.

As galinhas de barro se tornaram marca registrada do trabalho dela. “Nós sempre temos no quintal, então nós fazendo o artesanato. Eu olhei a galinha, então eu falei: Vou fazer uma peça dessa. E foi uma experiência que deu certo”, conta a artesã. Cleide Rodrigues teve apoio do Sebrae, que promove ações de incentivo ao artesanato. Ela participou de projetos de capacitação para melhorar a qualidade do produto e a gestão do negócio. É uma forma de valorizar a cultura regional e gerar renda.

“O turista vindo a um destino ele quer levar alguma lembrança, quer levar uma recordação, e aqui nós temos vários produtos que são típicos, que são ícones aqui do estado”, diz Marian Oliveira, do Sebrae de Cuiabá. A capacitação fez a diferença na vida da família. O ateliê improvisado nos fundos de casa agora funciona a todo vapor. Antigamente, Cleide fazia apenas vinte peças por dia, com muito trabalho.

Mas uma técnica simples fez a artesã alçar voos maiores. A fabricação própria dos moldes gerou a multiplicação das galinhas de argila e da renda da família. Hoje são feitas cerca de 80 peças por dia – quatro vezes mais. José Luis Antunes, marido de dona Cleide, faz os moldes de gesso que aumentaram a produtividade. “Eu aprendi no Senai, com apoio do Sebrae. (…) Aprendi, aí fiz molde de todas as peças que ela fazia matriz eu que fazia o molde”, diz Antunes.

A peça de barro que sai do molde é raspada para corrigir imperfeições. Depois, ela é pintada com tauá, uma argila líquida que dá a cor branca ou avermelhada à peça. A galinha d’angola então vai para o forno. Depois é fazer o acabamento e a obra está pronta.

A peça menor é vendida por R$ 3. A maior sai por R$ 30. Com o apoio do Sebrae, a artesã começou a expor estes trabalhos em feiras. Com isso o produto ficou mais conhecido e as vendas aumentaram. “Ela participou de uma série de treinamentos para a melhoria da gestão, para calcular o preço de venda, também a questão da melhoria no acesso ao mercado”, explica Marian, do Sebrae.

Hoje, a família fatura cerca de R$ 3 mil só com o artesanato. É a principal fonte de renda da casa. “Como eu sou uma pequena empresa, eu devo muito ao Sebrae, deu esse suporte e está dando até hoje, com esses cursos de capacitação, formando um mercado para o artesão ter o seu espaço e ganhar o seu próprio sustento”, diz Cleide. CONTATOS: – SEBRAE Central de Relacionamento: 0800-570-0800 Site: www.sebrae.com.br

CLEIDE ARTESANATO
Contato:
Empresária Cleide Rodrigues
Rua Antônio Dorileu, 2910
São Gonçalo Beira Rio Cuiabá/ MT
CEP: 78085-230
Telefone: (65) 3665-9172/ (65) 9665-4700

SESC CASA DO ARTESÃO

Contato:
Gerente Keli Neves Rua Treze de Junho, 315
Porto Cuiabá/MT
CEP: 78020-300
Telefone: (65) 3611-0500/ (65) 9951-8033
www.sescmatogrosso.com.br

Fonte: PEGN


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Autor: Kel Costa Esposa, Mãe, Autodidata, Trabalha com Artesanato há mais de 15 anos, depois de um colapso nervoso por excesso de trabalho, resolveu se dedicar apenas ao Artesanato para viver.

4 Comentários… add one
  • Maria Do Socordo Gondim

    Sou fã de quem faz artezanato.

  • Maria Do Socordo Gondim

    Eu gostei bastante, e gostaria de aprender.

  • Iolanda

    Vejo em tantos lugares curso de artesanato gratis. Alguem saberia dizer se em Barão Geraldo Campinas SP teria algum?

  • ROSANA

    GOSTEI MUITO EU QUERO APRENDER

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