Para Jaques Wagner, quando o artesão se formaliza, com um custo baixo, ele abre um novo mundo de trabalho e renda
Fátima Emediato

Salvador – Na abertura do III Encontro dos Artesãos da Bahia, realizado na quarta-feira (24) em Salvador, no auditório da Fundação Luis Eduardo Magalhães, o governador do estado, Jaques Wagner, destacou a importância da compreensão de que, na medida em que o artesão se formaliza como Empreendedor Individual, com um custo baixo, ele abre um mundo de trabalho à sua frente.

De acordo com o governador, quando ele recebe visitas em seu gabinete o ideal é que o visitante seja presenteado com o artesanato baiano, mas o estado só pode comprar o produto se o produtor emitir nota fiscal. “Por isso é importante que o artesão aproveite este encontro e se registre como Empreendedor Individual e assim tenha seu CNPJ e possa emitir a nota fiscal”.

Segundo Jaques Wagner, “tem gente esperta que vai para o interior comprar barato do artesão e vender caro para lojistas de Salvador. Se é para vender caro, que esse dinheiro fique na mão do artesão”, afirmou o governador. Ele destacou o papel do Sebrae e do Instituto Mauá na promoção de políticas públicas que melhorem a condição de vida do artesão, “para que ele não fique na mão do atravessador, que vai comprar por nada, lá no fundo do quintal, para vender por tudo numa loja bacana”.

Ao ressaltar o valor do trabalho dos artesãos e das artesãs, o governador afirmou ainda que falta ao mundo moderno uma valorizar mais o trabalho e menos o dinheiro. “O terceiro encontro é a oportunidade de o artesão se registrar como Empreendedor Individual, que é uma modalidade nova criada pelo governo federal para fazer o artesão mais forte”, destaca.


Falando diretamente para cerca de 300 artesãos presentes no III Encontro Estadual, o governador considerou fundamental que os artesãos se qualifiquem cada vez mais, busquem novas tecnologias e recebam capacitação em design que o governo estadual e o Sebrae/BA oferecem.

Representando o superintendente Edival Passos, o diretor de Operações do Sebrae/BA, Paulo Manso Cabral, disse que o Instituto Mauá representa uma das melhores parcerias do Sebrae com o governo do estado. Sobre o trabalho desenvolvido pela instituição com projetos de artesanato em dezenas de comunidades na capital e no interior estado, Manso Cabral disse que ele é feito para emancipar estas comunidades, introduzindo técnicas de design e novos materiais, mas respeitando de forma rigorosa a cultura local.

O diretor do Sebrae/BA saudou os artesãos, dirigindo-se em particular à artesã Ricardina Pereira da Silva, a dona Cadú, de 90 anos, que trabalha há décadas com o artesanato de panelas de barro. “Dona Cadú é um exemplo inspirador de vida e de trabalho”.

Manso Cabral lembrou que como Empreendedor Individual formalmente registrado, pagando uma única taxa mensal o artesão tem direito aos benefícios da Previdência, como aposentadoria e salário maternidade, além do acesso ao CNPJ e emissão de nota fiscal para vender diretamente para empresas e para o governo, sem intermediários.

Durante o III Encontro de Artesãos da Bahia a técnica do Sebrae/BA Josélia Pontes proferiu uma palestra sobre o Empreendedor Individual, esclarecendo as dúvidas em relação ao registro. No evento foram disponibilizados dois terminais de computador para que o artesãos efetuassem seu registro no site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/.

De acordo com o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, hoje na Bahia há 8,5 mil artesãos cadastrados. Segundo ele, o trabalho do artesão tem uma grande importância para a economia do estado porque envolve com vários setores da economia, como é o caso do turismo, já que o artesanato mostra a imagem da Bahia que é levada para outros estados e países.

Serviço:
Sebrae/BA – (71) 3320-4404

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