O Circo é parte do imaginário de crianças e adultos de todas as gerações, já que a lona e o picadeiro sempre foram lugares mágicos, recheados de encantamento e de diversão, e que sempre fizeram parte das lembranças e reminiscências de todos nós.

O Circo é tão importante, que tem uma data internacionalmente conhecida para a sua celebração, o dia 15 de março, em homenagem aos artistas das mais diversas especialidades circenses.

no Brasil, a data é comemorada também no dia 27 de março, em homenagem a um dos principais nomes do Circo no Brasil, o palhaço Piolim.

Origens do Circo

A origem do circo é milenar, e desenhos antigos provam que há mais de 5000 anos, na China e em outras civilizações antigas, já existiam profissionais do entretenimento, que se apresentavam pelas ruas e pelas feiras, exibindo performances acrobáticas e de malabarismos, entre outros.

A tradição dos circos familiares ganhou força na Europa, por volta do século 18, onde famílias inteiras se dedicavam às artes circenses, e trabalhavam de forma itinerante, ou seja, viajando de um lugar para outro, realizando apresentações que incluíam mágicas, números de equilibrismo, malabarismo, contorcionismo e diversas outras habilidades, como força, destreza e graça.

O Circo no Brasil

A tradição europeia ganhou o país por volta do fim do século 19, com a vinda de famílias de ciganos e de outros povos, por conta da perseguição no continente europeu.

As tendas coloridas e os números acrobáticos ganharam espaço principalmente nas cidades do interior do país, e a arte circense aos poucos foi ganhando características regionais, muito em função da presença dos palhaços brasileiros, que eram bem diferentes dos clowns* existentes nas apresentações europeias (* Pronuncia-se: cláun = Palhaço).


Se o clown tradicional fazia graça usando a mímica e a expressão corporal, o palhaço nacional era falante, debochado e amigo das crianças. Rapidamente, os palhaços se tornaram o carro chefe das apresentações de circo no país, e tomaram o espaço de outras atrações.

Se originalmente as apresentações dos clowns eram apenas para fazer a passagem entre um número e outro, no Brasil eles se tornaram as atrações principais em muitos casos, e eram eles que arrastavam multidões aos circos espalhados pelo país.

Muitas atrações para todos os gostos

Um dos elementos mais importantes no que hoje é chamado de Circo Antigo, era o risco, já que grande maioria dos números apresentava um alto grau de complexidade e de perigo, seja no trapézio, número clássico onde os artistas voavam de uma plataforma a outra há vários metros do chão, seja em números mais elaborados como o famoso globo da morte, onde diversos motociclistas arriscavam a vida ao andarem simultaneamente com suas motos barulhentas em uma esfera de ferro.

O risco também estava presente nos números realizados com animais selvagens e seus domadores corajosos, e eram muitos os números com os mais diversos animais, como leões, tigres, elefantes e macacos, que sempre impressionavam muito a audiência. Como contraponto a esses momentos de perigo, alternadamente, aconteciam apresentações de dança e de contorcionismo, de malabaristas e palhaços, que com graça e leveza preparavam o terreno para outros quadros mais intensos e perigosos.

O surgimento do novo circo

Para que se entenda a importância da comemoração do Dia do Circo é preciso entender as suas transformações. E um dos momentos marcantes nessa história acontece na década de 1980, quando uma companhia canadense substitui o risco por um verdadeiro banho de estética e introduz de vez a beleza nos espetáculos circenses.

Nesta época, o uso de animais em números de circo já sofria certa rejeição, por conta de vários casos de maus tratos aos participantes do espetáculo, e com a conscientização do público quanto a essa questão, era necessário que o circo se reinventasse. E foi aí que o Cirque du Soleil começou a apresentar seus números, com grande rigor técnico e com resultados impressionantes, de tirar o fôlego, mas que primavam pela segurança e pela beleza.

Essa nova forma de fazer circo rapidamente ganhou o mundo, e serviu de inspiração para que companhias do mundo todo deixassem de lado os números com animais, que foi inclusive proibido em muitos países, e passassem a seguir o padrão estabelecido pela companhia canadense, que montou sedes itinerantes ao redor de todo o mundo, virando uma nova referência para as artes circenses.

O Dia do Circo no Brasil

No Brasil, o circo é representado essencialmente pelos palhaços, e uma coisa está diretamente ligada à outra.

Na história do circo do Brasil, grandes nomes como o de Piolim, que inclusive inspirou a data de comemoração do Dia do Circo no Brasil, de Arrelia, de Carequinha e de tantos outros, estão vivos na memória de muitas gerações, e mantém a tradição e o interesse pelo circo vivos na vida de todos.

Embora atualmente o circo tenha perdido um pouco de espaço, ainda é possível encontrar algumas dezenas de companhias que mantém suas atividades, viajando pelo interior do Brasil, levando diversão e entretenimento às famílias dos mais remotos rincões do país, fazendo a alegria de crianças e de adultos.

Comemorar o Dia do Circo

Embora os tempos sejam outros, é preciso que educadores, pais, artistas e artesãos se unam para manter a tradição do circo viva e evoluindo sempre, pois o Circo é parte integrante da memória e da cultura de praticamente todos os povos do mundo, e embora as artes em geral não sejam devidamente reconhecidas e valorizadas, celebrar o Dia do Circo é muito importante para que não se perca essa milenar tradição.

São muitos os objetos de artesanato que podem se inspirar na história, nos personagens ou até mesmo nos números circenses, e assim, colaborar na preservação da magia e do encantamento que o circo. E da mesma forma que diversas outras comemorações, todo dia deveria ser considerado Dia do Circo.

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