flocagem

Máquinas aquecem o setor de flocagem. Conheça a técnica, que deixa produtos com uma superfície aveludada e macia.

Objetos de decoração com veludo em alto relevo, sapatos acamurçados, roupas são produtos que nunca saem de moda. A técnica para conseguir esse visual diferente chama-se flocagem.

O empresário Antonio Vieira dos Santos está no setor têxtil há 42 anos. Além de fabricar máquinas, a empresa dele produz a matéria prima fundamental para aveludar objetos.

“O nosso foco realmente não são as máquinas, porque já existem outros. Então, agente não verticaliza. Nós lançamos a ideia, lançamos essa máquina de flocagem, outros equipamentos também de corte. Nosso negócio mais forte é a matéria prima e os tecidos aveludados, papéis e outros produtos que nós fabricamos”, diz o empresário Antônio Vieira dos Santos.

Os flocos são feitos de fios de poliamida. Eles são picotados por máquinas cortadeiras e ficam de tamanho milimétrico. Em seguida, são tingidos de várias cores. A empresa tem 60 funcionários e produz 120 toneladas de flocos por ano. A produção abastece a indústria têxtil e de artesanato. O faturamento chega a R$ 400 mil por mês.

“O investimento não é muito. Tem que ter conhecimentos de eletrônica, e o processo não é tão difícil. É lógico que ele vai ter que ter um capital para fazer as caixas, os equipamentos e contratar um pessoal técnico para fabricar. Eu acredito que com R$ 30 mil ele consiga fazer isso”, diz o empresário.

É na máquina de flocagem, produzida pelo empresário, que as peças são aveludadas.


Primeiro, vem a cola. Depois, flocos são lançados e grudam na bolinha de isopor.

“A máquina tem um gerador eletrostático de alta tensão e baixa amperagem. É ele que passa a carga para os flocos fazendo com que eles caiam em pé e grudem no adesivo”, afirma Ana Cláudia Vieira Ibraim, filha do empresário.

A máquina de flocagem é prática, mede apenas meio metro e pesa cinco quilos. Por mês, são produzidas de 20 a 30 máquinas, e cada uma custa R$ 1 mil. Hoje, as máquinas atendem a necessidade e exigência do setor, que sempre foi ‘carente’ de equipamentos.

“No Brasil, o mercado de flocagem sempre foi muito escondido. Nós vendemos matéria prima. Então, se tiver máquinas modernas, tem facilidade de se flocar muito melhor. Tanto é que surgiram outros fabricantes de máquinas. Quanto mais melhor”, declara o empresário Antônio Vieira dos Santos.

A máquina serve para aveludar vários objetos, como vasos, bolas, flores de tecidos e sapatos. Mas, também pode dar cara nova a objetos antigos. Além disso, os empresários desenvolvem outros equipamentos voltados para a indústria têxtil. Além da máquina de flocagem, são fabricados um gerador e o aspirador, que tira o excesso de pó depois da flocagem.

“Foi por essa necessidade dos próprios clientes para fazer um processo limpo que surgiu outro equipamento para atender realmente a necessidade do cliente”, aponta Marcelo Henrique Vieira, filho do empresário.

Uma loja da fábrica vende máquinas de flocar, tecidos, flocos, pigmentos e colas para o setor. Nela, também tem um espaço para o treinamento de quem compra uma máquina de flocar. Os clientes são estamparias, artesãos ou pequenas empresas, que querem agregar valor, dando um novo visual aos produtos.

Uma estamparia de São Paulo é uma das clientes do empresário. Nela, são aveludadas dez mil peças por mês. O empresário Antonio Marcos Santos Silva trabalha há quatro anos no setor. As roupas com estilo jovem e alegre garantem um faturamento de R$ 70 mil por mês.

“Eu senti um aquecimento no mercado da flocagem e a gente aumentou a nossa produção de 20 a 30%. Além disso, dessa demanda tive que abrir uma filial aqui em São Paulo. E hoje a gente está atendendo nossos clientes que é uma clientela bem abrangente”, diz o empresário de estamparia Antônio marcos santos silva.

Antonio Marcos tem 15 clientes fixos. Entre eles, Cláudio Cha e Wanderlei Ribeiro, que trabalham no setor de confecções. O produto aveludado representa mais da metade do faturamento deles.

“Quem gosta das estampas de roupas aveludadas é o público jovem, na faixa etária de 15 a 25 anos”, declara o empresário de confecção Wanderlei Ribeiro.

“A tendência é forte, e esperamos continuar sendo assim. Ao mesmo tempo, nós precisamos diversificar do que quantidade. O jovem, essa geração de hoje em dia, quer cada vez mais novidade”, aposta o empresário de confecção Cláudio cha.

Elvis dos Santos é desenhista da confecção. Ele abusa da ousadia na hora de criar projetos que usem a técnica da flocagem. Este dragão aveludado é um dos seus trabalhos.

“A gente tem que olhar o que está na vitrine, das outras marcas, revistas, internet. Então, a gente tem que procurar fazer sempre diferente do que o concorrente faz”, afirma o desenhista gráfico Elvis Marques dos Santos.

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